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sábado, 14 de setembro de 2013

Rajoy diz que quer "dialogar" sobre Catalunha, mas não cita plebiscito sobre independência

Rajoy diz que quer "dialogar" sobre Catalunha, mas não cita plebiscito sobre independência



Em carta enviada ao presidente da comunidade autônoma, primeiro-ministro espanhol fala em "vínculos" que não podem se desatar

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, enviou uma carta ao presidente da comunidade autônoma da Catalunha, Arthur Mas, se oferecendo para conversar sobre a situação do local, após protestos pedindo a realização de plebiscito pela independência. No entanto, Rajoy deixou claro que a discussão sobre a separação catalã está fora de questão, segundo reportou neste sábado (14/09) a agência Reuters.
Na carta, recebida hoje por Mas, o primeiro ministro oferece “diálogo sem prazo de validade”, mas sem especificar exatamente o que conversar. Rajoy já disse em situações anteriores que um plebiscito seria inconstitucional.

Reprodução/Efe TV
Catalães se reuniram na quarta-feira para pedir independência da governo central espanhol

“Estou convencido da extraordinária relevância que a Catalunha tem para o conjunto da Espanha e a riqueza, pluralidade e singularidade da sociedade catalã”, afirmou Rajoy, de acordo com o jornal espanhol El País. “Penso, dessa maneira, que os vínculos que nos mantêm unidos não podem se desatar sem enormes custos afetivos, econômicos, políticos e sociais.”
Manifestação
Na quarta-feira (11/09), para lembrar o aniversário de 299 anos da perda de independência da Catalunha, centenas de milhares de pessoas se reuniram para pedir que Madri reconheça a autonomia. Os cerca de 400 mil catalães que se inscreveram para participar da comemoração, segundo a ANC (Assembleia Nacional Catalã), se deram as mãos às 17h14 do horário local, formando um cordão humano de 400 km, chamado de Via Catalana.
A hora da manifestação foi escolhida em referência ao dia 11 de setembro de 1714, quando o reino da Catalunha foi tomado pelas tropas franco-espanholas do rei Filipe V, na guerra de sucessão que também foi marcada pela cessão de Gibraltar aos britânicos.
Pesquisas de opinião indicam que cerca de 52% dos catalães se declaram abertamente a favor da independência e 81% apoiam a iniciativa de um referendo. Quase 60% dos catalães dizem que votariam mesmo se  a consulta fosse decretada ilegal.

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O cordão humano pela independência da Catalunha uniu de norte a sul os extremos da região, desde a fronteira com a França até o sul de Tarragona. O movimento se inspirou na cadeia humana de 600 km organizada em 1989 por milhares de cidadãos da Estônia, Lituânia e Letônia para reclamar suas independências em relação à União Soviética. Na ocasião, os organizadores afirmaram que 1,5 milhão de pessoas haviam participado.


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