Justiça egípcia faz nova acusação contra presidente destituído Mursi
DE SÃO PAULO - 07/09/2013
A promotoria egípcia apresentou neste sábado uma nova acusação contra o presidente islamita Mohamed Mursi, destituído há dois meses pelo exército e que está detido em local secreto à espera do julgamento.
Na semana passada, Mursi, o primeiro chefe de Estado eleito democraticamente na história do Egito, foi acusado de "incitação ao assassinato" de sete manifestantes, que morreram em 5 de dezembro de 2012 nas grandes manifestações da oposição que o acusavam de querer islamizar o país.
O presidente será julgado em uma data que será determinada ao lado de outros 14 dirigentes do movimento islamita Irmandade Muçulmana.
A nova acusação contra Mursi é "ter insultado 22 juízes com a acusação de fraude nas eleições legislativas de 2005", vencidas pelo Partido Nacional Democrático (PND), do ex-presidente Hosni Mubarak, informa a agência Mena.
Ueslei Marcelino - 8mai.2013/Reuters
Mohammed Mursi, presidente do Egito deposto em julho
Neste sábado, o esquadrão antibombas desativou um artefato explosivo em uma ferrovia do norte do Egito, cenário de distúrbios desde a queda de Mursi e o início da repressão dos islamitas.
A bomba de fabricação caseira foi desativada na via que liga a cidade de Suez com Ismailia, às margens do canal de Suez, informaram fontes das forças de segurança.
A bomba tinha como alvo um trem que passaria pelo local às 6h. Habitantes da cidade de Abu Aref viram o artefato e chamaram o exército.
Na quinta-feira, o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, escapou ileso de um atentado com carro-bomba no Cairo e advertiu para o risco de uma "onda de terrorismo".
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