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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

91% dos primeiros médicos cubanos atuarão no Norte e Nordeste

91% dos primeiros médicos cubanos atuarão no Norte e Nordeste

Maioria dos médicos irá para os municípios em situação de extrema pobreza. Outros 40 cubanos irão para 13 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs)
05/08/2013
Da Redação,
Dos 400 médicos cubanos que chegaram ao Brasil, no final do mês passado, para participar do programa Mais Médicos, por meio de um acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 364 profissionais serão direcionados para Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de 187 localidades - sendo 69 municípios e 12 distritos indígenas no Norte e 105 municípios e um distrito indígena no Nordeste.
O Pará é o estado que mais vai receber médicos cubanos selecionados pelo programa do governo federal. A partir do dia 16 de setembro, 62 profissionais começarão a atuar em seus municípios. A cidade de Melgaço, que pertence ao estado paraense e tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, receberá dois destes profissionais, que têm especialização em Medicina da Família.
O Amazonas é a segunda localidade que receberá o maior número de médicos cubanos (62) que atuarão em 21 municípios do interior do estado que apresentam IDH baixo, conforme a definição do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud); e em cinco Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). 
Os demais 36 médicos irão para áreas carentes em 26 cidades do Sudeste e em seis do Sul. Todos os cubanos foram direcionados para uma parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico ao longo do chamamento individual, que deu prioridade a brasileiros com diplomas do Brasil e a brasileiros formados no exterior.
Até o fim do ano, outros 3.600 médicos cubanos chegam ao Brasil para ocupar os postos remanescentes após novas rodadas de chamamento individual de brasileiros e estrangeiros.

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