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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Crise energética torna Coreia do Norte "invisível" à noite

Imagem feita por satélite mostra a falta de infraestrutura energética de um país que optou pelo uso militar da energia nuclear em detrimento do uso civil para geração de eletricidade


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São Paulo – As deficiências na infraestrutura energética da Coreia do Norte são velhas conhecidas do mundo. Mas uma imagem captada por satélites da Nasa dá uma noção visual chocante do tamanho do problema que a população do país enfrenta.

Divulgação/ Nasa
Imagem captada por satélite da Nasa mostra Coreia do Norte mergulhada na escuridão noturna
Na imagem, a Coreia do Norte aparece menos iluminada do que o Mar Amarelo (no retângulo branco)

Vista do espaço, a Coreia do Norte se torna um fantasma mergulhado na escuridão, onde é possível apenas vislumbrar um pequeno foco de luz vindo da capital, Pyongyang, centro do regime. Em contraste, a Coreia do Sul aparece plenamente iluminada.
A agência espacial americana chega a sinalizar que a Coreia do Norte tem menos luzes do que o Mar Amarelo, onde navios de pesca brilhantes "parecem formar uma linha, como se marcassem uma fronteira aquática entre as nações" (veja no retângulo branco à esquerda inferior da imagem).
Esse é o preço alto que a Coreia do Norte paga por, historicamente, ter optado pelo uso militar da energia nuclear em detrimento do uso civil para geração de eletricidade e suprimento das necessidades da população.
Com 27,4 milhões de habitantes, o país sofre com estagnação energética e de combustíveis. Atualmente, mais de 70% da geração vem de termelétricas a carvão, e mesmo assim de forma ineficiente e abaixo da demanda. Em ranking de produção nacional de energia feito pela Agência Internacional de Energia, o país amargava a 68ª posição em 2010.
Publicada em setembro de 2012 no site especial do programa da Nasa, a imagem foi captada com ajuda de equipamentos do satélite Suomi NPP, lançado em 2011, que permitem fazer as imagens mais detalhadas da Terra no período noturno.

Fonte:

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Maiores projetos de energias sujas, segundo o Relatório do Point of no Return
Colocação
Projeto
País
Emissões adicionais de CO2 até 2020 (milhões de toneladas por ano)
Expansão de mineração de carvão
Províncias da China Ocidental
1400
Expansão da exportação de carvão
Austrália
760
Exploração de óleo e gás
Ártico
520
Expansão da exportação de carvão
Indonésia
460
Exploração de petróleo em areias betuminosas
Canadá
420
Expansão da exportação de carvão
Estados Unidos
420
Exploração de petróleo
Iraque
420
Exploração em águas profundas
Golfo do México
350
Exploração em águas profundas (Pré-sal)
Brasil
330
10º
Exploração de petróleo
Cazaquistão
290
11º
Exploração de gás de xisto
Estados Unidos
280
12º
Exploração de gás
África
260
13º
Exploração de gás
Mar Cáspio
240
14º
Exploração de petróleo em areias betuminosas
Venezuela
190