Massacre em Washington: 'Ele estava a meu lado e caiu morto'
Atualizado em 17 de setembro, 2013
Atirador invadiu base naval em Washington e matou 12
Testemunhas que sobreviveram ao tiroteio que matou 13
pessoas na segunda-feira, em Washington, ainda tentam entender o que
aconteceu dentro da base naval americana Navy Yard.
O comandante Tim Jirus estava sentado em um dos
escritórios do prédio escrevendo um e-mail para um amigo quando ouviu os
disparos.
"Na hora eu achei que não pareciam tiros de verdade", relembra.
Quando ficou claro que um atirador estava a
solta, Jirus e um homem que ele acabara de conhecer tentaram ajudar as
pessoas a sair da base.
Eles já estavam fora do prédio quando ouviram dois tiros.
"Um atingiu o homem, que estava ao meu lado. Olhei para baixo e ele estava morto".
Os tiros foram disparados por Aaron Alexis, um
texano de 34 anos que serviu na Marinha entre 2007 e 2011. Ele teria
deixado a Marinha por falhas de comportamento e prestava serviços na
instalação modernizando computadores.
Na manhã de segunda-feira, ele entrou no prédio, matou 12 pessoas e depois foi morto em uma troca de tiros com a polícia.
Menino da mamãe
A mãe de Greg Heir, de 34 anos, trabalha em Navy
Yard. Ele estava no loja de azulejos onde trabalha, a menos de um
quilômetro da base naval, quando soube do tiroteio.
Ele correu para pegar o carro e já estava a caminho da base quando sua mãe ligou dizendo que estava dentro do prédio.
"O escritório estava cercado de policiais", diz Heir, que carrega no braço uma tatuagem que diz "menino da mamãe".
"Ela estava chorando e perguntando o que estava acontecendo e pediu que fosse buscá-la", relembra.
"Foi de quebrar o coração", diz.
"Ela está bem", disse. "Não parece real até acontecer com você".
Horas depois do ataque, o comandante Jirus
estava em pé perto de uma estação de metrô em M Street, segurando uma
garrafa de água. Ele parecia calmo.
"É a primeira vez que passo por isso", diz ele, se desculpando por não querer mais conversar.
"Eu preciso me recuperar", diz, amassando a garrafa. "E estou com fome."
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